Story Points sao valores realmente abstratos?

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Reuniões de refinamento (ou reuniões de preparação de backlog, como preferir) são as minhas cerimônias Agile favoritas. Especialmente pelo momento em que, após uma discussão criativa e inteligente, toda a equipe seleciona uma carta, individualmente. Depois tentamos entender as discrepâncias entre os valores, um colega estima a story com muitos story points outro com muito poucos… Este é um momento surpreendente onde muito se pode observar: quem lidera, quem sabe, quem ama o risco, quem é mais cauteloso, quem influencia, quem irá implementar efectivamente a story 🙂

Nas reuniões de refinamento está presente toda a equipe AGILE. Discutem-se algumas stories, previamente seleccionadas como prontas para serem discutidas, de uma forma construtiva e detalhada:

  1. Primeiro o Product Owner apresenta a story, o que ele quer, por que ele quer, como ele imaginou a funcionalidade, que o valor virá para o usuário ou para o produto…
  2. Depois, toda a equipe quebra a story em pequenas partes de complexidade ou tarefas para a implementação da mesma. Há um exercício de equipa para analizar cada parte, e pensar como cada parte pode ser implementada da maneira mais inteligente.

Este momento reflete 100% os valores do Manifesto Agile, é um momento criativo e analítico, podendo ser também um momento importante para discussões de arquitectura. Mas este momento de refinamento acaba com a estimativa de story em story points.

Se pesquisar no Google, vai encontrar muitas definições para story points, a minha é a seguinte:

  • Story points sao uma unidade métrica, individual de cada equipe, que se torna mais precisa ao longo do processo de amadurecimento, conhecimento e confianca entre os membros da mesma equipe. Quanto melhor os membros da equipe se conhecem e confiam uns nos outros, melhor definidos serão os limites e significados de cada valor, de cada story point.
  • A própria equipa escolherá quais as cartas com que normalmente estimará.

Cada vez que adicionamos um novo membro da equipe, ele ficará inicialmente “confuso” com a escala usada pela equipe constituída antes dele chegar. Após 2-3 cerimónias, ele vai começar a entender os conceitos de story sub-estimada ou super-estimada de acordo com a escala informalmente acordada pela equipe.




Mas quais as variáveis que são estimadas por Story points?

Várias! A estimativa considerará uma combinação abstrata de diversas variáveis como:

  • Complexidade
  • Tipo de Story (UX, back-end, front-end, etc.);
  • Quem irá implementá-la;
  • Quao inovadora ou repetitiva é essa story quando comparada com outras implementadas no passado;
  • A equipe tem experiência com essa tecnologia?
  • Essa story tem dependências fora da capacidade da equipe?

Uma reunião de refinamento após a outra trará um ritmo incrível e preciso 🙂 no processo de refinamento!

Na minha opinião, quanto mais experiente é a equipe no processo de refinamento menos abstrata será a sua escala de story points.

 




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