O aumento progressivo da complexidade do produto e simultaneo planeamento de User Acceptance Tests

(Munique, Alemanha) Alguns posts atrás, eu escrevi sobre o valor dos Proof of Concepts, e como sao importante para nos dar confiança para futuras decisões. Gostaria de voltar a este conceito, porque acredito que os POCs sao um ponto de partida importante para escalar produtos complexos, num processo de desenvolvimento incremental de funcionalidades e mesmo de outros requisitos não funcionais.

Esta estratégia de acompanhar o crescimento do produto com a cobertura de testes, enquaadra-se na orientacao Agile e DevOps para continuous testing, especialmente no que diz respeito aos User Acceptance Tests.




Escalonamento do valor do produto

Como mencionei antes, muitas vezes os Proof of Concepts sao desenvolvidos para testar novas tecnologias ou novas abordagens técnicas para problemas novos ou conhecidos. Além disso, um PoC pode ser usado para testar conceitos em um nível de recurso.

Tenho a certeza que os agilistas (praticantes de Agile) já passaram pela experiencia de desenvolver produtos, aumentando o numero ou a complexidade de funcionalidades. Assim sendo, passaram por diferentes fases: de um PoC, para um protótipo, terminando com um  Minimum Viable Product (MVP).

O que diferencia um protótipo de um MVP é o nível de tolerância à falta de requisitos complementares e o foco nas funcionalidades principais (as que proporcionam maior valor e satisfacao para o utilizador). Por exemplo: requisitos legais ou traduções são frequentemente adiados, muitas vezes para perto do lancamento oficial do Minimum Viable Product (MVP).

Esta “evolução natural”, faz parte de um processo iterativo de desenvolvimento de software, no qual podemos incluir métodos como o Desenvolvimento Rápido de Aplicacoes ou o próprio desenvolvimento Agile.

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Planeando User Acceptance Tests em paralelo com o aumento da complexidade do produto

Se quisermos testar o protótipo ou o MVP, podemos fazê-lo em diferentes aspectos:

  • o teste de conceito ou
  • o teste de garantia de qualidade.

Uma vez chegados a esta fase, vamos supor que a estratégia de teste já esteja definida e que todos os métodos de teste selecionados já tenham sido aplicados. Neste post vamo-nos concentrar particularmente na aceitação do conceito, nos User Acceptance Tests.

Os testes de aceitação podem ser feitos em 3 níveis ou escalas:

 

    • Teste Alfa – Um pequeno grupo de colaboradores internos à empresa, com conhecimento específico, constituindo um grupo representativo dos clientes ou utilizadores do produto (Key users).

 

    • Teste Beta – Pequeno grupo de clientes (1). Pessoalmente, já experimentei dividir a fase de Beta dos testes em duas subfases: uma com Key users internos, adicionando outros representantes de departamentos envolvidos com o produto. E numa segunda fase, adicionei um grupo real de clientes (2). Claro que isso só é aplicável se a complexidade do produto, o orçamento e o tamanho do mercado existirem e assim o justificarem.

 

  • Piloto – um conjunto de clientes antes do produto ser lançado.

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Naturalmente, cabe a cada empresa individualmente e à correspondente estratégia do produto, decidir como testar e em quantas fases se dividir os UAT.




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